Marcio Okayama
http://www.mokayama.com
Márcio Okayama nasceu em 15 de dezembro de 1971 em São Paulo, Capital. Teve aulas de piano na infância, mas interessou-se mesmo por música aos 13 anos de idade no violão e, posteriormente, na guitarra, influenciado pelos Beatles, Who, Jimi Hendrix e guitarristas brasileiros como: Robertinho do Recife,Taffo, Mozart Mello e Gato (que acompanhava Roberto Carlos ). Em 1998 foi convidado por Wander Taffo para ser professor e coordenador didático, colaborando na elaboração do currículo do Instituto de Guitarra e Tecnologia (atual EM&T), onde minist

 
 
 
Quando decidiu se tornar um músico profissional?
Os grandes passos de nossa vida nunca são premeditados, aqueles fatos que no fim das contas determinam os rumos que damos para nossa existência acabam sendo resultado de uma somatória de inúmeros outros fatores que acabam por nos levar a um novo patamar. Independente de qualquer crença espiritual e religiosa, acredito sempre que a dúvida bater a nossa porta devemos olhar para dentro de nós mesmos e com muita sinceridade ouvir as repostas que surgem; no meio de uma destas encruzas da vida, ouvi as repostas que me levaram a esta estrada....

O fato de você ter se bacharelado em violão erudito influi no modo como você toca guitarra?
Muitos amigos atribuem ao fato de ter uma pegada bem forte ao meu estudo de violão clássico sendo que este possui uma tensão de corda maior que a guitarra.Também algumas coisas que toco sem palheta derivam destes.
O que ouvintes vão encontra no seu primeiro trabalho solo?
Minha terapia auditiva pessoal a céu aberto...rs.
Brincadeira a parte, acho que o mais importante em qualquer obra é se colocar pessoalmente, expulsar seus demônios e invocar seus anjos.

Qual set up você utilizou para gravação do seu primeiro álbum, e qual o critério fundamental para as escolhas?
Só comecei minha parceria com Seizi Tagima ano passado, desta forma meu Cd foi gravado com diversos outros instrumentos, entre eles uma Steinberger Gm, uma Music Man Van Halen, uma Strato reedição da 54, ,varias Teles e violões; a escolha das guitarras se deu por varias razões, desde as pragmáticas (afinação,timbre, etc) até quesitos puramente românticos.
Amplificadores também vários(Mesa,Marshal, Fender, Ada, etc e tal) pelas mesmas causas citadas acima; sou um cara bem tradicional em relação aos efeitos, é um clichê, mas o som esta em suas mãos!
Você ainda mantém uma rotina de estudos?
De um bom tempo para cá, minha rotina tem sido voltada para questões de “trampo”... desde preparação de aulas, material a ser gravado, repertório de works e shows, além de estudos feitos durante a composição (isolando algum trecho mais enroscado).
Para manter a mecânica recorro aos bons e velhos cromáticos, além outros exercícios baseados em motivos atonais;parte destes estudos, estarão no meu próximo livro sobre técnica ; “ O Zen, o Silêncio e o Tocar”.
Mas admito que no meio da correria sinto falta de mais pesquisa pelo puro prazer de estudar.

Sendo você um músico tão abrangente, qual importância da versatilidade para um músico?
Muito obrigado!
Mas acho que variedade é o tempêro da vida e quanto mais diversidade tiver em seu estudo, mais caminhos e cores terá em sua vida musical.

Dê um conselho para aqueles que estão começando sua carreira.
Vivemos uma época muito maluca, confusa, complicada mais incrivelmente bela; as pressões da vida e da sociedade estão fazendo com que atropelamos tudo em função do sucesso, fama e satistação do ego.
O amor à música, vida, família, amigos, sua fé,crença ,ideal, seu prazer em estar vivo está acima de tudo.
Pense em caras como o Jason Becker , um ser para lá de iluminado , mostrando ,através de sua brava história, como o amor à vida esta acima de estratégias de marketing, diversões baratas e perigosas, egolatria e outras merdas que poluem o meio musical...
 
Flavio Gutok
Dalton Santos