Paulo Schroeber
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Quando a guitarra entrou na sua vida?

Quando eu tinha 15 anos, lembro que ouvi pela primeira vez um vinil do Accept, chamado Restless and Wild, e fiquei chocado e ao mesmo tempo empolgado com aquele som. Era bem moleque, e logo fui chamar meu vizinho para ouvir também. Lembro que a gente ficou ouvindo o dia inteiro, e isso mudou minha vida, pois a partir daquele disco comecei a ouvir outras bandas clássicas da época, e desde então nunca mais parei, pois tudo começou dali.
Logo depois ganhei um violão, fiz algumas aulas e um ano depois de tanto insistir meu velho me deu uma guitarra finalmente.
Engraçado, que hoje tenho 36 anos e ainda me inpressiono com som de guitarra desse disco, ainda mais vindo daquela época.


Qual o set up que você utiliza atualmente?

U
so um Lexicon MPX1 para efeitos, um pré amp Mesa Boogie Tri Axis e uma potência Mesa Boogie Simulclass 90/90. Uso também duas caixas Marshall JCM 900 1960 A/B.
Mas na maioria das vezes não dá pra levar esse set, aí ligo uma Pod X3 geralmente no FX de um Marshall JCM 900.

Como surgiu o convite para entrar no Almah?

Na realidade surgiu como um teste, pois eles estavam precisando de um outro guitarrista solo, e não estavam encontrando.
Foi Marcelo Moreira quem falou de mim para o Edu, e logo pediu para ligar pra ele. Fui até a casa dele, e lembro que a gente passou mais de 12 horas por dia compondo e arranjando dois sons. Para mim foi um desafio, já que nunca tinha ouvido aquelas músicas, e no que eu tinha chegado já estávamos trabalhando.
Depois de duas semanas recebi um e-mail confirmando que eu era o novo guitarrista do Almah.

Com tantos projetos como você organiza seu tempo para estudar?
Sempre estou estudando. Nunca estudo quanto eu gostaria, mas sempre tento me superar estudando outros estilos, e ouvindo coisas interessantes, fora o Rock e o Metal, que sempre foi minha praia.
Atualmente mesmo estou gravando meu disco solo, que contém músicas de vários estilos, e está para sair também meu projeto de Metal Industrial chamado Hammer 67, onde cuidei bastante dos arranjos, sem muita preocupação com a dificuldade das músicas. Atualmente minha prioridade é o Astafix, acabamos de gravar nosso primeiro video clip, com direção de Raul Machado. Estou muito feliz com o resultado final.

Como foi a gravação do Album "End Ever" da banda Astafix?

Nesse álbum peguei o bonde andando, já tinha ouvido algum material do Astafix, pois a gente gravou o Almah no mesmo estúdio, e o Brendan que produziu o disco sempre me mostrava algumas faixas. Logo pintou o convite do Wally para mim tocar e acabei gravando o solo da faixa End Ever, com outro dos produtores do disco, Adriano Daga.

Dê um conselho para aqueles que estão começando.

Hoje em dia é muito fácil ter informação sobre métodos, vídeos e música, pois com a revolução da Internet tudo ficou mais fácil.
Portanto o coselho que eu tenho a dar é muito básico...comecem com um professor de sua preferência e estudem o máximo que puderem, pois o resto é consequência, muito simples.
Abraços a todos.
   
 
Flavio Gutok
Dalton Santos