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ALEX MARTINHO
http://www.martinho.com/
Alex se formou com "honors" pelo GIT (USA) em 92, e tem uma carreira solo como guitarrista instrumental-rock que conta com quatro CDs, além da participação em diversas coletâneas de guitarra. Promove "workshops" e shows com sua banda por todo o Brasil e é colaborador efetivo das revistas Cover Guitarra (onde tem uma coluna mensal sobre guitarra-rock há mais de 4 anos) e Música e Tecnologia. É também patrocinado por marcas como NIG, N. Zaganin, Snake, Landscape e Powerclick.
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Alex Martinho Como foi que a guitarra entrou na sua vida? Eu comecei a tocar guitarra por volta de 1986, com professores particulares. Em 1991, fui estudar no Musicians Institute (GIT) de Los Angeles, e foi lá que conheci o Sydnei Carvalho, que também cursava a escola. Voltei em 92, e comecei minha carreira instrumental, lançando meu primeiro CD (“Alex Martinho”) em 93. Além de shows com minha banda (Fabio Lessa no baixo e Rodrigo Martinho na bateria) comecei também a fazer workshops e dar aulas de guitarra, e tudo isso continuo fazendo até hoje.
Com tantos projetos como fica sua rotina de estudos hoje em dia? É complicado, mas tento me organizar da melhor forma possível. Com certeza não consigo estudar hoje o que estudava 15 anos atrás, mas tento dentro do possível pelo menos umas duas horas por dia.
Como é gravar um cd instrumental ao lado de outro guitarrista e como começou a parceria com Sydnei Carvalho? Nós ficamos amigos nos tempos do GIT, em 91/92. Em 2001, eu estava lançando meu segundo CD solo (“Evolution”) e o Sydnei simultaneamente lançava seu terceiro solo, “Riding over the Edge”. Nós resolvemos fazer alguns shows juntos, ele junto comigo com a banda que já me acompanhava (Fabio e Rodrigo). Foi uma união de forças, para divulgarmos ambos os trabalhos. Fizemos diversos shows, e ao longo do tempo começamos naturalmente a ensaiar idéias novas, e compor músicas inéditas. Foi tudo natural, e está sendo assim até hoje, depois de dois CDs nossos lançados (“Intensity”, 2004 e “Intuition”, 2006). Quanto ao trabalho em si, independentemente de qualquer coisa, estamos sempre compondo pequenos trechos individuais, e vamos registrando as idéias em algum tipo de mídia – atualmente, no formato MP3 por ser perfeito para nos comunicarmos pela internet. Mas além de trocarmos idéias pela web, acabamos nos encontrando com muita freqüência também pessoalmente, por estarmos fazendo muitos shows e workshops juntos. Utilizamos todos os momentos livres – quartos de hotel, passagens de som, e por aí vai – para trabalharmos as idéias que cada um traz, e compormos juntos novas músicas. Vamos passando aos poucos as idéias para a banda, e dentro do possível colocamos no repertório dos shows músicas novas para testarmos e amadurecermos cada arranjo, aos poucos. Na pré-produção final do CD, como o Fabio Lessa (baixista) e o Rodrigo Martinho (baterista) também moram no Rio de Janeiro o Sydnei vem para cá e passamos algumas semanas dando os arranjos finais a tudo e preparando as guias para a gravação final, que nos nossos dois CDs foi feita no Creative Studios em São Paulo, pela alta qualidade e maior facilidade do Sydnei produzir o trabalho.
Você é formado no GIT, conte-nos um pouco como é estudar fora, quais as vantagens e desvantagens? Para mim, a experiência foi excelente, não apenas pela qualidade da escola em si, mas principalmente pelo fato de eu ter podido, no ano que estive lá, me dedicar exclusivamente, de corpo e alma, ao estudo. Estudava até 12h/dia, e como tinha acesso ao vasto material da escola (apostilas, livros, video aulas, etc..), além do incentivo da "competição sadia" entre os alunos, eu evolui o que não conseguiria por aqui em 10 anos de estudo. Eu sinceramente não vejo desvantagens, só vantagens na oportunidade de alguém poder ir morar e estudar fora do País. Além do curso em si, sempre é uma experiência muito enriquecedora por termos contato com outras culturas e pessoas de todo o mundo que vão para também.
Quais foram seus grandes mestres na guitarra e suas principais influencias? No começo, Eddie Van Halen principalmente. Depois, Vinnie Moore e Satriani. Hoje, desde Hendrix até Andy Timmons.
O que você escuta hoje em dia? Ouço de tudo que tem bastante guitarra – desde punk rock até Steve Vai, desde o blues até o heavy. Curto muito também clássicos como Purple, Rush, Led, Floyd. E guitarristas como Steve Ray Vaughan, Edu Ardanuy e Andy Timmons.
De um conselho para os que estão começando sua jornada agora. Ser músico profissional requer muita força de vontade e dedicação, uma ótima orientação didática através de outros músicos mais experientes (principalmente no início), e a consciência de que, assim como na maioria das profissões hoje em dia, há várias dificuldades para acharmos uma boa colocação no mercado de trabalho. Uma boa formação geral, com o domínio da informática, da língua inglesa e da própria língua portuguesa, são elementos fundamentais para um profissional de qualquer área. Outro ponto importante é a capacidade de convivência e trabalho em grupo, o que também não foge do que é exigido em outras profissões. Se você tem certeza que é mesmo a música seu caminho, se prepare da melhor maneira possível, doe seu máximo no estudo específico e em sua formação geral. Esteja preparado para os percalços do caminho, não desistindo ao receber as primeiras respostas negativas. Há dificuldades, mas há também sempre novas oportunidades surgindo, a questão é estar bastante atento. Existem várias possibilidades, como o trabalho de sideman, de didata, de colaborador com empresas ou sites relacionados à música, de produção, músico de estúdio, e mesmo um trabalho autoral como o nosso. Quanto mais capacidades forem desenvolvidas durante o período de formação - que no fundo acaba sendo um processo sem fim, pois estamos sempre estudando, mais chances você terá de ser bem sucedido. |
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