Paulo André Costa
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Quando a guitarra entrou na sua vida?

A guitarra entrou na minha vida aos 16 anos quando comecei a ouvir um disco do Pink Floyd que o meu tio havia comprado em um sebo de vinis. Eu já tocava violão há um ano, tocava aquelas músicas das revistinhas; então conheci um guitarrista que morava ao lado da minha casa, o Ladson Barros, ele me ensinou a música “wish were here do Pink”, e isso foi para mim uma vitória e tanto  na época. Depois desse episódio comecei a estudar a guitarra tocando as músicas do Iron Maiden, Led Zeppelin, Pink Floyd, e conheci o Angra e o Dream Theater...isso foi um divisor de águas, foi através do Kiko Loureiro e do Petrucci que comecei a me interessar por outros estilos, pois eles tinham uma sonoridade diferente das de outros guitarristas de metal, aí descobri que eles eram influenciados por vários estilos musicais.  Quando fui amadurecendo na guitarra, fui estudando harmonia e estudei também violão brasileiro com um grande violonista aqui do Pará chamado Nego Nelson, através dele que conheci a música brasileira e o jazz.

Você é um guitarrista de Fussion , como você define o seu tipo de som?

Não me considero  um guitarrista de fusion, pelo menos não no formato ao qual esse termo foi cunhado, mas se esse "Fusion" significar mistura, fusão de estilos... me considero sim! Muitas pessoas que conheço relacionam o fusion à mistura de jazz com rock, eu particularmente vejo esse estilo como uma fusão de ritmos, que podem não conter necessariamente o jazz ou o rock. No meu som eu misturo a música latina, a música brasileira com rock; a estética da minha música pouco se relaciona com o jazz, a não ser  pelo fato de existir improvisação. Seria dessa forma que eu definiria esse estilo. Me considero um guitarrista de musica boa (risos).

Como foi formado o Grupo Quarteto Livre?

O grupo Quarteto Livre do qual faço parte, surgiu inicialmente com a idéia de se construir um grupo de estudos de música, estudávamos harmonia, composição e depois íamos para o estúdio do Felipe Ribeiro (Baterista)  por em prática o estudo. Com o tempo a coisa tomou forma e resolvemos construir um repertório para tocarmos na noite paraense. Daí  passamos a acompanhar algumas cantoras, e planejamos a gravação de um disco que está sendo trabalhado agora. Hoje o Quateto Livre é formado por mim na guitarra,  o Rodrigo Ferreira nos teclados e synths, o Leandro Machado na bateria e o Rafael Trindade no baixo.

O que os fãns poderão esperar de seu primeiro album?

Basicamente o disco será de composições minhas e uma de um grande compositor e amigo chamado Manumoa, e terá uma mescla de estilos. Tocarei bastante música brasileira, fusion, algumas baladas, e uma música para violão solo; além é claro do bom e velho Rock n' Roll.

Qual o set up que você utiliza atualmente?

Meu set up é bem simples. Uso duas guitarras, uma semi-acústica Condor e uma strato Tagima com um dimarzio na ponte e fender no meio e no braço, pedais e efeitos uso  uma pedaleira me 70 da boss, um chorus esemble da boss o Ce20 (twin pedal) e  um super overdrive boss. Amplificador Meteoro, Cabos Santo Angelo e palhetas dunlop Jazz III.

Dê um consellho para aqueles que estão começando.

O maior conselho que eu poderia dar é que se você tem um sonho que é ser músico, não deixe nada nem ninguém tirar você desse seu objetivo. Mesmo sabendo que é uma jornada difícil,  persevere! Estude muito e faça tudo com respeito a todos que passarem pelo seu caminho. Tendo humildade e  força de vontade, as portas se abrirão.
 
Lucas Pinheiro
Paulo André Costa