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Como foi que surgiu seu interesse pela guitarra?
Meu primeiro instrumento foi o violão e não a guitarra. Comecei a tocar influenciado por um amigo que adorava musica, pois na minha casa ninguém toca nenhum tipo de instrumento. Isso foi quando eu tinha 10 anos de idade. Quando eu tinha uns 11 anos eu vi o Angus Young ( ACDC ) na tv, e foi ai que eu pensei " quero tocar guitarra" . Logo em seguida eu ganhei uma guitarra Gianinni Super Sonic e dai por diante a guitarra passou a ser meu instrumento principal.
Como foi sua experiência estudando fora?
A experiência de poder estudar fora do país foi sensacional, principalmente na Califórnia onde a industria da musica e gigantesca ou seja: tem muita coisa rolando muitos lugares pra tocar, gravadoras, produtores e muita gente boa. Musicians Intitute foi a escola onde estudei e a diferença brutal do que é o mercado musical nos EUA já começa por ai. O musico americano e muito bem preparado, as informações, principalmente com a internet são as mesmas que nos temos aqui, mas a maneira como eles encaram a profissão "musico" e bem diferente de nos. Nos EUA a musica e realmente uma profissão e não uma brincadeira de final de semana. Eu aconselho a todos que tiverem a oportunidade de ir estudar que aproveitem pois realmente vale muito a pena, não só pela parte musical mas também por poder vivenciar o mercado americano.
Uma curiosidade por que todo músico que vai estudar lá acaba voltando ao Brasil? No seu caso por que a volta?
Bom; acho que nesse caso posso falar por mim. As minhas intenções não eram de voltar pois quando decidi ir pra lá era pra não voltar mais, só que depois de um ano e meio que eu estava lá eu consegui um contrato com a BMG pra lançar um disco ( disco vocal ) isso aconteceu por que mandei umas fitas demos de algumas composições que eu fiz pra minha família e essas fitas acabaram caindo na mão de um produtor que as apresentou na gravadora e eles fizeram a proposta. Quando isso aconteceu eu realmente fiquei sem saber o que fazer, foi uma puta decisão difícil mas eu acabei resolvendo voltar. Quanto ao disco ele sai e foi bem legal, a divulgação foi bacana mas infelizmente não consegui renovar o contrato para o segundo.....mas isso é uma outra historia.
Você tem uma rotina de estudos? Qual?
Sim. Minha rotina de estudo hoje em dia e só de uma hora por dia infelizmente, pois gostaria de poder estudar umas 6 horas, mas o tempo e curto. Eu já tive uma rotina bem maior do que eu tenho hoje ( quando era mais novo ) mas hoje eu faço muitas coisas relacionadas a musica ( coordenação dos cursos da Cia da Musica) e isso me toma muito tempo. Quanto ao meu estudo não tenho um padrão definido, algumas vezes pego umas partituras pra analisar, outras vezes simplesmente estudo técnica, outras componho, então gosto de dizer que meu estudo e bem eclético.
Qual foi o Set que você usou para gravar seu CD?
Pode parecer mentira mas eu usei uma Gibson Les Paul modelo Classic original plugada direto em uma placa de som M-Audio Firewire 410 e usei os plug-ins (distorção, compressor, delay, reverb, gate) do programa Garage Band que e um programa de gravação de áudio que vem no MAC.
Tem algum trabalho paralelo que você realiza alem do CD?
Sim. Eu abri uma escola de musica (CIA DA MUSICA) onde trabalho como coordenador dos cursos alem de dar aulas. Fora isso toco em 2 bandas vocais uma de COVER e outra de composições próprias.
Dê um conselho para quem esta começando.
Meu conselho pra quem esta começando e estudar musica. Conheço muita gente que diz por ai que pra tocar não precisa estudar, esse e o maior engano que existe na minha opinião, pois só com o estudo musical e que o musico consegue expandir seus horizontes e é justamente essa expansão que faz a diferença entre um bom e um mau musico. Gosto de dizer que estudando você vai estar preparado para o sucesso quando ele chegar. Diferente do que acontece hoje em dia pois temos artistas do primeiro escalão que não sabem tocar nenhum instrumento e nunca estudaram musica. Esse no meu ponto de vista e um dos motivos das musica que tocam nas rádios estar tão deprimente. |
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