Marcelo
Rosa
Como
surgiu seu interesse pela guitarra?
Embora
ninguém na minha família tocasse um instrumento,
estive envolvido, desde cedo, com a música através
dos meus irmãos que escutavam com freqüência
vários estilos musicais. Bandas como Queen, The
Beatles e Guns N´ Roses despertaram a vontade
de querer aprender a tocar guitarra.
Aos 14 anos, iniciei meus estudos com o violão
e com a guitarra. Estudei com vários professores,
com destaque para Lupa Santiago e Denis Scherer-Warren,
que me proporcionaram uma grande visão sobre
a parte técnica e teórica da música
e do instrumento, e sobre o mercado musical.
Nessa época, nomes como Yngwie Malmsteen e Eddie
Van Halen fomentavam cada vez mais a minha busca pelo
aperfeiçoamento e por um amplo vocabulário
musical.
Quais
são suas influencias?
Várias!
É difícil responder, pois sempre fica
aquela sensação de que faltou alguma.
No entanto, vou citar algumas influências que
continuam intensas, mesmo com o passar dos tempos: Van
Halen, Queen, Guns N´Roses, J. S. Bach, Pat Metheny,
Steve Morse, John Coltrane, Toquinho, entre outras.
Recentemente, tenho ouvido com freqüência:
Trivium, Greg Howe, Frank Gambale, Pantera e Pixinguinha.
Li
recentemente em seu site, que a banda da qual você
faz parte Mindborn encerrou as atividades, qual o motivo
da separação, outros projetos?
A
banda encerrou suas atividades em virtude de uma incompatibilidade
de objetivos. Uns queriam trilhar um determinado rumo
e outros caminhavam em outra direção.
A partir do momento em que todos os membros almejam
os mesmos objetivos e lutam por eles, com certeza surgirão
bons resultados.
Qual
set up que você utiliza atualmente?
Meu
set up principal é formado por minha guitarra
Solarez Custom Shop, cabos Santo Ângelo e pelos
pedais Boss Digital Delay DD-3, Boss Super Overdrive
SD-1 (como Booster, para dar 'aquela empurrada', adicionando
mais volume e mais drive nos solos) e JackHammer JH-1
da Marshall (distorção Principal). Prefiro
tocar sempre com a distorção de um amplificador
híbrido ou valvulado; no entanto, sempre carrego
comigo o JackHammer caso aconteça alguma emergência.
Considero-me bem simples na questão de timbres,
pois gosto do som bem 'cru'. Um drive forte e definido
e um pouco de delay para dar uma 'enfeitada' nos sons
limpos.
Também sempre levo de reserva uma guitarra LTD
(by ESP) modelo MH-50 com captadores Cabrera.
Esse é basicamente meu set up para shows.
Você
estudou com vários professores de diversos estilos,
você acredita que para se tornar um músico
melhor que a pessoa deve ser eclética?
Esta
é uma questão bem pessoal, pois cada um
possui uma visão. As experiências que eu
tive foram frutos do ecletismo que há dentro
de mim. Desde quando eu era criança, era e é
natural para mim ouvir chorinho e heavy metal, pois
pra mim música boa é música boa
e não importa o estilo.
No meu caso, o contato com diversos estilos e professores
me trouxe e me traz maneiras de encontrar a minha verdade
musical, o meu 'Eu' musical, pois estas variadas influências
vão moldando a minha forma de me expressar na
música, resultando numa expressão particular.
É interessante deixar claro que todas essas aquisições
de informações, obtidas através
deste ecletismo musical, fortalecem o músico
para uma melhor atuação no mercado de
trabalho, pois ampliam seu campo de atuação
graças ao conhecimento adquirido.
Dê
um conselho para os músicos que ainda estão
começando sua jornada.
Primeiramente,
gostaria de agradecer pela oportunidade de realizar
esta entrevista.
Acho fundamental ter em mente duas palavras: Estudo
e Persistência. Persista no seu sonho e nos seus
estudos. Seja verdadeiro e honesto com você mesmo.
Busque aquilo que realmente te faz feliz e te dá
prazer, pois assim você conseguirá obter
êxito e destaque na sua jornada.
Um grande abraço e como diria Friedrich Nietzsche:
'Sem música a vida seria um erro'.
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